<![CDATA[ Drama humano ]]>
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Na madrugada de terça-feira, um homem foi morto no centro de Lisboa, atingido por uma pedra. Chamava-se Antenor Mendonça, tinha 84 anos, e contra a vontade da família deixou Marrazes, Leiria, onde vivia, e veio para Lisboa, sem rumo, sem contactos, sem casa e obviamente, dada a sua idade, sem emprego. Ainda deu notícias à família durante algum tempo, tendo depois cortado os contactos. Vivia nas ruas de Lisboa, como sem-abrigo. As razões para a sua morte são tão óbvias como ridículas: a disputa por um lugar na rua para dormir ou a tentativa do roubo de um dos seus pertences. Com maior ou menor dificuldade, a PJ vai resolver este crime, identificando e detendo o autor. Mas esta é uma ocorrência que, apesar da sua violência, tem muito pouco de “ato criminoso” e muito mais de miséria humana e social. Como é possível estes factos acontecerem no século XXI, ou como podia a família de Antenor cuidar dele contra a sua vontade? O que leva um homem, na fase final da vida, a deixar filhos, netos e demais família, para vir para Lisboa com o intuito de viver em Liberdade, de ninguém lhe dar ordens? Mas será que ser Livre é dormir nas ruas e viver na mais profunda miséria? Um drama humano.
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cmjornal