<![CDATA[ O que diz o almirante ]]>
![<![CDATA[ O que diz o almirante ]]>](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fcdn.cmjornal.pt%2Fimages%2F2025-02%2Fimg_153x153uu2025-02-26-19-24-08-2195259.jpg&w=1280&q=100)
Nos últimos dias, começou a conhecer-se um pouco mais o pensamento político de Henrique Gouveia e Melo. Ficamos a saber, em primeiro lugar, que o almirante se posiciona politicamente entre o socialismo e a social-democracia. Trata-se de um posicionamento propositadamente indefinido, a tentar o “catch-all” (“apanha todos”), uma espécie de centro do centro, que em teoria obriga quem está aos lados a deslocar-se mais para os extremos. Para quem se lembre, é uma estratégia semelhante à usada pelo Partido Renovador Democrático, quando surgiu em 1985, inspirado pelo general Ramalho Eanes, então PR. A estratégia de ir buscar eleitores ao PS e ao PSD durou um fogacho, e o partido esfumou-se tão rápido como apareceu, apesar do prestígio do general Eanes. Porquê? Entre outras razões, porque quis ocupar um lugar artificial que, na verdade, não existia. É esse lugar abstracto, que ninguém percebe muito bem onde se situa, que o almirante quer ocupar. Os eleitores valorizam um mínimo de clareza.
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