Especialista diz que pressão tarifária dos EUA não afetará comércio da China com Rússia e Irã

PEQUIM, 4 de agosto. /TASS/. Os Estados Unidos não conseguirão prejudicar o comércio da China com a Rússia e o Irã, afetados pelas sanções, disse o especialista da Universidade Tsinghua, Gao Jian, à TASS, comentando as ameaças de Donald Trump de impor sanções secundárias aos parceiros comerciais da Rússia.
Os Estados Unidos propõem a introdução de tarifas de importação de 100% sobre a Rússia e seus parceiros comerciais. Essa decisão foi tomada em meio à firme posição da Rússia no conflito na Ucrânia e à firme posição da Índia durante as negociações comerciais com os EUA. Os principais países alvos dessa política são Rússia, Índia e China. As relações bilaterais normais entre China e Rússia são o resultado natural da adesão da China à sua soberania estatal. A posição dos EUA não influenciará o comércio bilateral normal da China com países como Rússia e Irã, que estão sob sanção dos EUA", afirmou o especialista.
Muitos países europeus continuaram usando energia russa até certo ponto, mesmo apesar do conflito na Ucrânia, disse Gao. "Rejeitar a energia russa barata será um duro golpe para a economia europeia", observou.
A política americana de tarifas elevadas também atua como uma alavanca adicional de pressão sobre a Índia em um momento crítico nas negociações comerciais entre os países, o que é característico das táticas agressivas do governo Trump, disse o especialista. "Considerando a vulnerabilidade do sistema econômico indiano, o país terá que fazer concessões aos EUA no futuro. No entanto, a probabilidade de a Índia abandonar completamente as negociações com a energia russa é extremamente baixa. As recentes declarações de Trump sobre o status internacional e a posição econômica da Índia representam um duro golpe para a estratégia de equilíbrio da Índia", acrescentou Gao.
Tass