HPV e doença meningocócica na lista de vacinas obrigatórias – projeto do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde planeja expandir o calendário de vacinação obrigatória para incluir as vacinas contra o HPV e a meningocócica. A nova regulamentação abrangerá grupos selecionados de crianças e adolescentes e poderá entrar em vigor ainda este ano. O projeto de regulamentação já está pronto e em breve será submetido a consultas públicas e interministeriais.
De acordo com o projeto preparado pelo vice-ministro da Saúde, Wojciech Konieczny, as vacinas contra o HPV (papilomavírus humano) e infecções meningocócicas invasivas devem ser incluídas na lista obrigatória.
A mudança afeta dois grupos:
- crianças de 9 a 14 anos (nascidas em 2018) – sobre vacinação contra o HPV,
- adolescentes até 19 anos pertencentes aos grupos de risco – quanto à vacinação contra meningococo tipo B e ACWY.
Para crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV, a vacinação meningocócica também será obrigatória.
O HPV é um vírus que pode causar diversos tipos de câncer – não apenas o câncer cervical, mas também câncer de boca, garganta, ânus, pênis e amígdalas. Na Polônia, a vacinação gratuita contra o HPV está disponível para meninas e meninos a partir de uma determinada idade desde junho de 2023, mas não é obrigatória.
Infelizmente, os dados mostram que a cobertura vacinal contra o HPV na infância é significativamente menor do que o esperado, limitando a eficácia do programa. A vacinação obrigatória pode mudar essa situação.
A doença meningocócica invasiva (DMI) é uma das infecções mais rápidas e perigosas em crianças e adolescentes. É causada pela bactéria Neisseria meningitidis e pode levar à sepse ou meningite, geralmente em poucas horas.
A infecção ocorre por meio de gotículas, e a via mais perigosa é o contato com um portador assintomático. A doença pode levar à incapacidade permanente e até à morte.
O projeto de lei tem a forma de um regulamento, o que significa que não exigirá votação no Sejm nem assinatura presidencial — bastará uma decisão do Ministro da Saúde. No entanto, apesar do processo legislativo simplificado, pode haver controvérsia.
A coalizão governista teve sua cota de problemas, mesmo com soluções menos invasivas, como aulas obrigatórias de saúde nas escolas. O Ministério da Saúde agora enfrenta consultas públicas e interministeriais – as reações das comunidades médicas, organizações de pacientes e do público ainda estão por vir.
A introdução da vacinação obrigatória também significa garantir doses adequadas de vacina. O Ministério da Saúde anunciou mudanças na organização das compras centrais, mas até agora o preço tem sido frequentemente o principal critério nas licitações, o que tem sido problemático em alguns casos.
Existem duas vacinas contra o HPV disponíveis no mercado:
- Cervarix bivalente,
- Gardasil 9 nove valente – proporcionando proteção mais ampla.
À medida que a vacinação obrigatória se torna mais difundida, a discussão sobre qual vacina deve ser usada no programa pode ressurgir.
O Ministério da Saúde planeja adotar uma regulamentação neste semestre. Se implementadas, as mudanças representarão um passo importante para o fortalecimento da prevenção de doenças infecciosas em crianças e adolescentes. Especialistas defendem a vacinação obrigatória contra o HPV e o meningococo há anos – agora, tudo indica que elas finalmente serão implementadas.
politykazdrowotna